A primeira corrida automobilística
ocorrida no Brasil foi a São Paulo, no dia 26 de
julho de 1908, no Parque Antarctica uma multidão
que pagou 2.000 réis pela oportunidade esperavam
ansiosos pelo vencedor do "Circuito de Itapecirica".
Repórteres nacionais e estrangeiros cobriam o evento,
que também era o primeiro de toda América
do Sul. O grande vencedor foi o paulista Sylvio Penteado,
com seu Fiat de 40 cavalos, com uma média de 50 Km.
por hora, ele cumpriu o trajeto de 70 km em 1 hora 30 min.e
5 segundos. Neste mesmo ano o conde francês Lesdain,
realiza a pioneira travessia Rio-São Paulo (Se hoje
você reclama da Dutra, imagine...)700 Km. de estradas
tortuosas, que ele venceu em 33 dias num carro Brasier de
16 cavalos. Antonio Prado Júnior, no mesmo ano organiza
uma caravana de “bandeirantes sobre rodas de borracha",
com destino a Santos (S. P) pelo perigoso e abandonado Caminho
do Mar, a aventura durou 36 horas. Em 1908 foi criado o
Automóvel Clube de São Paulo, para estimular
o automobilismo na cidade, na mesma época no Rio
de Janeiro é criado o Automóvel Club do Brasil.
Começava uma história de paixão do
povo brasileiro pelos automóveis, uma paixão
que se iguala ao "time do coração",
a "religião", ao "amor".
A paixão pelos automóveis
logo trouxe a vontade de se fabricar os automóveis
aqui mesmo, e em 1907 uma empresa que se dedicava a fabricação
e reparos em carruagens de tração animal,
Luiz Grassi & Irmão, montou e colocou em funcionamento
em São Paulo, um Fiat.Coisas de pioneiros...
Com US$ 25 mil (equivalente
a 111 Contos de Réis) desembarcava no Brasil a Ford
Motors, instalando-se primeiramente num armazém alugado
na Rua Florêncio de Abreu em São Paulo, com
12 funcionários. O primeiro projeto era a montagem
do famoso modelo T(Veja a história do automóvel),
aqui carinhosamente apelidado de "Ford Bigode",
e já no ano seguinte eram montados os primeiros caminhões,
obrigando a empresa a procurar um local maior, muda-se então
para a Praça da República, num local onde
mais tarde funcionaria o Cine República. Em 1922,
transfere-se para o Bom Retiro, ficando até 1953,
quando se instalou no Ipiranga. Atualmente sua unidade principal,
localiza-se no Bairro do Taboão em São Bernardo
do Campo (cidade considerada a Detroit brasileira). Se quiser
saber mais sobre a Ford, visite o site da Ford no Brasil
ou, a matriz nos E.U.A.
Em 1925, chega a General
Motors, instalando-se primeiramente num armazém arrendado
na Avenida Presidente Wilson, no bairro do Ipiranga São
Paulo. Veio com um capital social de 2 Mil Contos de Réis,
logo de inicio tinha capacidade para montar 25 carros por
dia, com grande sucesso as vendas ao término desse
mesmo ano, a empresa contabilizava 5.597 veículos
vendidos, obrigando a fábrica a aumentar a produção
diária para 40 veículos. Em 1930 a G.M muda
para um terreno de 45.000 metros quadrados em São
Caetano do Sul - São Paulo, onde permanece até
hoje. Para saber mais visite o site da G.M.
O presidente Getúlio
Vargas, á partir de um documento da Subcomissão
de Jipes, Tratores, Caminhões e Automóveis,
estabelece que os veículos só poderiam entrar
no Brasil totalmente desmontados, e sem componentes que
já fossem fabricados por aqui. Este foi o primeiro
grande impulso para a "Nacionalização
e formação de uma Indústria Automobilística
no Brasil".
Aí chegamos ao Governo
de Juscelino Kubitscheck, com a promessa de realizar"50
anos em 5", delega ao Almirante Lucio Martins Meira
(nomeado Ministro da Viação e Obras Públicas)
a missão de comandar o "Grupo Executivo da Indústria
Automobilística"(GEIA), que estabelece metas
e regras para a definitiva "instalação
de uma indústria automobilística no Brasil.
Através do GEIA eram oferecidos estímulos
fiscais e cambiais às empresas interessadas, que
deveriam se comprometer com a nacionalização
dos veículos aqui fabricados. Os caminhões
deveriam ter 90% de seu peso total, em componentes nacionais,
e os automóveis 95%. Em pouco tempo estas metas foram
cumpridas e até superadas.
Com Collor na presidência,
caem as barreiras alfandegárias e o Brasil é
literalmente tomado pelos importados, já que nosso
ex-presidente achava os nossos carros nacionais verdadeiras
"carroças", essa quebra de barreiras, fez
com que a indústria brasileira acordasse de um sono
letárgico de anos de protecionismo e renova suas
linhas, oferecendo lançamentos quase simultâneos
de seus produtos mundiais.
O que seria do comprecar se não fossem esses “malucos”?