1908 - A
Ford lança o modelo "T" A Delco nos Estados
Unidos fabricam a primeira bobina e o distribuidor.
1912 - A
Peugeot fabrica o primeiro motor com árvore de comando
de válvulas, duplos no cabeçote.
1915 - Aparecem
nos Estados Unidos os “limpadores de pára-brisas”.
1916 - Aparecem
nos EUA às luzes de freio acionadas pelo pedal.
1917 - O
modelo American Premier inova com um velocímetro.
1921 - Surge
nos EUA. a mudança de luzes automática.
1923 - A
Dodge fabrica a primeira carroceria fechada totalmente em
aço. A Fiat, na Itália, monta uma coluna de
direção ajustável.
O AUTOMÓVEL
NO BRASIL:
Em 1893, na cidade de São
Paulo, que na época contava com 200.000 habitantes,
em plena Rua Direita, o povo para ver, entre assustado e
encantado, um carro aberto com rodas de borracha. Era um
automóvel a vapor com caldeira, fornalha e chaminé,
levando dois passageiros. Henrique Santos Dumont dirigia
no final do século passado em São Paulo um
Peuget a gasolia, ele foi trazido alguns anos antes por
Alberto santos Dumont. Também no Rio de Janeiro em
1897 o automóvel já causava furor. José
do Patrocínio famoso homem das letras brasileiras,
vivia a se gabar de seu maravilhoso automóvel movido
a vapor passeando pelas ruas esburacadas do Rio, causando
imensa inveja no compatriota Olavo Bilac. Certa feita, José
do Patrocínio resolveu ensinar o amigo a dirigir
seu carro, e Olavo Bilac conseguiu arremessá-lo de
encontro a uma árvore na Estrada Velha da Tijuca.
José do Patrocínio ficou muito chateado, mas
Bilac com uma gargalhada comemorava o fato de ter sido protagonista
do primeiro acidente automobilístico no país!
Em 1900, Fernando Guerra Duval, desfilava pelas ruas de
Petrópolis com o primeiro carro de motor a explosão
do país: um Decauville de 6 cavalos, movido a "
benzina". Assim nascia a história do automóvel
no Brasil, com muito humor para variar. Mas o certo é
que em São Paulo, em 1900, o então prefeito
Antonio Prado instituiu leis regulamentando o uso do automóvel
na cidade, já instituindo uma taxa para esse veículo,
assim como era feito com os tílburis e outros meios
de transportes. Henrique Santos-Dumont, o pioneiro solicitou
ao prefeito, isenção do pagamento da recém
instituída taxa alegando o mau estado das ruas. Houve
muito bate boca entre os dois e a Prefeitura cassa a sua
licença, e também a cobiçada placa
"P-1", que acabou parando no carro de Francisco
Matarazzo.
Em 1903, tínhamos
em São Paulo 6 automóveis circulando pela
cidade, e a prefeitura tornou obrigatória a inspeção
dos veículos, para fornecer uma placa de identificação,
que seria obrigatoriamente afixada na parte traseira do
"carro". Veja que nosso prefeito pensava longe,
até a velocidade para o veículo já
dispunha de regulamentação: "Nos lugares
estreitos ou onde haja acumulação de pessoas,
a velocidade será de um homem a passo. Em nenhum
caso a velocidade poderá ultrapassar a 30 Km por
hora"
Em 1904, criou-se o exame
para motoristas, sendo a primeira carta de habilitação
em São Paulo entregue a Menotti Falchi, dono da Fábrica
de Chocolates Falchi. Em 1904, São Paulo já
tinha 83 veículos. No início, os automóveis
eram privilégio de uma pequena elite, e causava um
inconveniente que acabou gerando uma nova profissão:
o "chauffer", palavra importada assim como os
primeiros motoristas particulares eram um emprego muito
bem remunerado e garantia um excelente tratamento aos seus
ocupantes, na maioria estrangeiros.