Freio a disco
- Os freios a disco substituíram há muito tempo
os a tambor nas rodas dianteiras e, em diversos modelos, nas
traseiras também. Um freio a disco é formado
por uma pinça, no interior da qual estão localizadas
duas pastilhas recobertas por um material de atrito. Quando
se pisa no pedal, as pastilhas comprimem com força
um disco ligado à roda. As pinças podem ser
fixas ou de duplo feito e, nesse caso, possuem dois ou quatro
pequenos pistões opostos - dois de um lado e dois do
outro. Também podem estar alojadas no interior de pequenos
cilindros fixados ao corpo da pinça, que freqüentemente
é constituída por duas partes simétricas
unidas por parafusos. Quando se pisa no pedal, a bomba de
freio pressiona o circuito hidráulico e os pistões.
Estes saem de sua sede e espremem as pastihas contra o disco
em ambos os lados, estancando sua rotação. As
pinças flutuantes ou de efeito simples têm um
só pistão (às vezes dois paralelos colocados
do mesmo lado). Nesse caso, uma das duas pastilhas, posicionada
do lado oposto do cilindro, é fixa, enquando a outra,
móvel, sofre a ação do pistão.
Quando o circuito hidráulico de comando é posto
sob pressão, o pistão aperta a pastilha contra
um dos lados do disco e, ao mesmo tempo, faz com que o corpo
da pinça se mova no sentido oposto, deslizando em uma
guia ou ao longo de um trilha calibrada. Nesse caso, o disco
também é fortemente comprimido entre as duas
pastrilhas. O disco é normalmente feito de ferro, mas
em alguns carros de corrida pode ser de carbono, assim como
as pastilhas. Para garantir um resfriamento adequado do disco,
ele possui uma série de passagens de ar radiais ou
discos autoventilantes.
Gasolina -
O combustível mais usual para motores. Derivado do
petróleo, trata-se de uma mistura de hidrocarbonetos
com diferentes fórmulas químicas e temperaturas
de destilação (evaporação) que
variam entre 25ºC e 215ºC. Seu poder antidetonante
- aditivo acrescentado a um combustível para impedir
a combustão (queima) prematura durante a compressão
em um motor de combustão interna - é de vital
importância. O "conteúdo energético"
dos combustíveis é indicado por seu poder de
calor. No caso da gasolina,é de cerca de 43 MJ/kg.
Do ponto de vista químico, ocorre a combustão
correta quando 1 kg de gasolina é misturado com 14,7
kg de ar.
Geometria Variável
- Para obter um desenvolvimento favorável da curva
de torque e potência nos regimes médios e baixos,
mesmo na presença de potências específicas
elevadas, alguns motores têm sistemas da admissão
com geometria variável, normalmente comandados por
uma central eletrônica de controle. Esta agesobre alguns
atuadores variando as características do conjunto de
admissão, que influenciam o rendimento do motor ou
a progressão da curva característica. Nos motores
de série empregam-se as válvulas a borboleta,
que, abrindo ou fechado, obrigam o ar a cumprir percursos
diferentes no interior do sistema da admissão de conformação
complexa. Na prática, é como se houvesse dutos
de admissão independentes de diversos comprimentos.
Intercooler
- É um sistema de troca de calor, geralmente do tipo
ar-ar - existe também o intercooler do tipo ar-água
-, usado para abaixar a temperatura do ar enviado aos cilindros
nos motores turboalimentados, quando se adotam pressões
elevadas de alimentação. Trata-se, então,
de uma espécie de radiador do turbo. Têm aparência
à de um radiador comum, mas normalmente é fabricado
em liga leve. No compressor, o ar pode atingir temperaturas
elevadas - de 160 a 200 graus - e cabe ao intercooler abaixá-las.
Dessa forma, o ar comprimido que entra no cilindro é
mais denso, o que auxilia o rendimento do sistema e diminui
a solicitação térmica exigida a componentes
como válvula de exaustão, pistões e paredes
das câmaras.
Kevlar - Trata-se
do tecido usado na fabricação de estruturas
que precisam ser leves e resistentes ao mesmo tempo, caso
de capacetes para motociclistas. O kevlar é uma espécie
de tela unida por várias resinas, com a vantagem de
ser mais leve que a fibra de vidro, menos rígida e
menos frágil e de maior resistência à
tração - o movimento do estica-e-puxa. Outro
uso do kevlar é na fabricação dos cordões
inextensíveis das porções resistentes
das correias dentadas, responsáveis pelo giro dos motores.
Mcpherson
- São as suspensões com rodas independentes
nas quais a manga do eixo de cada roda é diretamente
fixada à extremidade inferior de um montante telescópico
que incorpora a mola e o amortecedor. Na parte inferior, a
manga do eixo é presa a um braço oscilante transversal.
Esse tipo de suspensão é muito utilizado devido
à sua simplicidade e racionalidade.
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